O «derbi» de Portugal joga-se amanhã em Alvalade. E para abrir o apetite partilhamos este jogo épico. Queremos que sirva de motivação tanto para os jogadores como para o nosso Sá Pinto. Aqui fica:
14 de Dezembro de 1986, Estádio José Alvalade. O Sporting venceu por 7-1 e, naquele que é o recorde de maior goleada em ‘derbies’ entre os rivais de Lisboa. Faz hoje 25 anos.
Aquela tarde chuvosa de Dezembro transformou-se num dos resultados míticos do futebol português. Foi a melhor exibição da carreira de Manuel Fernandes, autor de quatro dos sete golos leoninos. O Sporting era treinado por Manuel José e colocou-se em vantagem por Mário Jorge.
Na segunda parte, Manuel Fernandes fez o 2-0 e Vando reduziu poucos minutos depois. A partir do 3-1, assistiu-se a um vendaval sportinguista, perante uma equipa do Benfica sem reacção. Os leões marcavam quase a cada ataque.
No final da época, o Benfica sagrou-se campeão nacional e o Sporting não foi além do quarto lugar. Mas continua a falar-se mais dos 7-1 do que do título conquistado pelos encarnados.
Ainda hoje Manuel Fernandes guarda em sua casa a bola desse ‘derby’. Foi um presente para a filha, Cláudia, que, naquela noite, fazia nove anos. Uma noite eterna para os sportinguistas.
Ficha de jogo
Sporting, 7-Benfica, 1
Sporting, 7-Benfica, 1
Estádio José de Alvalade
Árbitro: Vítor Correia (Lisboa), auxiliado por Carlos Matos e Tavares da Silva
Árbitro: Vítor Correia (Lisboa), auxiliado por Carlos Matos e Tavares da Silva
Sporting: Damas; Virgílio, Gabriel, Venâncio e Fernando Mendes (Duílio, 79); Oceano, Litos (Silvinho, 79), Zinho e Mário Jorge; Manuel Fernandes (cap) e Meade. Treinador: Manuel José.
Suplentes não utilizados: Vital, McDonald e Negrete
Suplentes não utilizados: Vital, McDonald e Negrete
Benfica: Silvino; Dito, Veloso, Oliveira e Álvaro; Diamantino (César Brito, 72), Carlos Manuel, Shéu (cap) (Nunes, 58) e Chiquinho; Rui Águas e Vando. Treinador: John Mortimore.
Suplentes não utilizados: Neno, Samuel e Zivkovic
Suplentes não utilizados: Neno, Samuel e Zivkovic
Ao intervalo: 1-1. Golos: 1-0, por Mário Jorge (15); 2-0, por Manuel Fernandes (50); 2-1, por Vando (59); 3-1, por Meade (65); 4-1, por Mário Jorge (68); 5-1, por Manuel Fernandes (71); 6-1, por Manuel Fernandes (82); 7-1, por Manuel Fernandes (86)
Cartão amarelo a Carlos Manuel (20), Nunes (62) e Veloso (67)
Reacções
Manuel Fernandes
«Curiosamente jogámos melhor na primeira parte, mas falhámos muitos golos. Na segunda fomos mais eficazes. O jogo deu em diferido e eu, depois de festejar o aniversário da minha filha, ainda vi o encontro na televisão.»
«Curiosamente jogámos melhor na primeira parte, mas falhámos muitos golos. Na segunda fomos mais eficazes. O jogo deu em diferido e eu, depois de festejar o aniversário da minha filha, ainda vi o encontro na televisão.»
Litos
«O que me ficou para sempre na memória foram os golos do Manuel Fernandes, além dos que dei a marcar. Lembro-me do cruzamento que fiz na esquerda para o quinto golo do Sporting, que foi considerado golo da jornada. Não que tivéssemos ganho alguma coisa nessa época, mas a verdade é que o que continua a ser falado é esse resultado com o Benfica.»
«O que me ficou para sempre na memória foram os golos do Manuel Fernandes, além dos que dei a marcar. Lembro-me do cruzamento que fiz na esquerda para o quinto golo do Sporting, que foi considerado golo da jornada. Não que tivéssemos ganho alguma coisa nessa época, mas a verdade é que o que continua a ser falado é esse resultado com o Benfica.»
Venâncio
«Fora de campo, muitos dos jogadores do Benfica moravam na zona Sul e eram nossos companheiros na Selecção. Quando acabou o jogo, apercebemo-nos do desalento e do desânimo e nem festejámos no campo por respeito. A festa aconteceu depois no balneário. Foi a apatia total a partir do 3-1 e podiam ter sido oito ou nove!»
«Fora de campo, muitos dos jogadores do Benfica moravam na zona Sul e eram nossos companheiros na Selecção. Quando acabou o jogo, apercebemo-nos do desalento e do desânimo e nem festejámos no campo por respeito. A festa aconteceu depois no balneário. Foi a apatia total a partir do 3-1 e podiam ter sido oito ou nove!»
Virgílio
«Foi um jogo que marcou, não só para quem viu, como para quem participou nele. Foi um resultado invulgar e dificilmente repetível. Para nós jogadores, os ‘derbys’ são demasiado intensos para se guardarem na memória, mas esse teve qualquer coisa de extraordinário.»
«Foi um jogo que marcou, não só para quem viu, como para quem participou nele. Foi um resultado invulgar e dificilmente repetível. Para nós jogadores, os ‘derbys’ são demasiado intensos para se guardarem na memória, mas esse teve qualquer coisa de extraordinário.»
Vídeo do jogo: Clique aqui
TQ 08-04-2012








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