Thursday, June 7, 2012

Faz hoje 13 anos que faleceu LIVRAMENTO!


"Toda a gente parava a olhar para o António, porque de facto o António conseguia fazer coisas do outro mundo, era inexplicável" 
Chana





Nome António José Parreira do Livramento
Data de nascimento 28 de Fevereiro de 1944
Naturalidade São Manços - Évora - Portugal
Posição Hóquista e Treinador de Hóquei em Patins
António Livramento considerado o melhor hoquista de todos os tempos, iniciou-se no Futebol Benfica, e em 1959 com 16 anos, foi contratado pelo Benfica. No mesmo ano, estreou-se na Selecção Nacional e logo se sagrou Campeão Europeu de Juniores, numa prova onde foi o melhor jogador e goleador.


António Livramento, o melhor hoquista de todos os tempos em acção
Para além do Benfica, onde ganhou inúmeros títulos, jogou no Monza de Itália e no Banco Pinto & Sotto Mayor, onde era funcionário.
Em 1977, ingressou finalmente no Sporting Clube de Portugal, o seu Clube de coração, onde foi Campeão Nacional, ganhou a Taça de Portugal e venceu o título que lhe faltava, a Taça dos Campeões Europeus, integrando a chamada "Equipa Maravilha do Hóquei em Patins".
Em 1978, regressou a Itália para alinhar no Amatori Lodi, mas voltou a Alvalade no ano seguinte, para terminar a carreira em 1980.
A partir de 1961, tornou-se indiscutível na Selecção Nacional, a qual representou até 1977. Nesses 16 anos, venceu três títulos mundiais e sete europeus, disputando 209 jogos e marcando 425 golos, espalhando a sua genialidade e talento pelos ringues do mundo inteiro.


O ringue era a sua casa
Um momento ímpar na carreira de António Livramento aconteceu em Maio de 1962, em Santiago do Chile, em jogo a contar para o Campeonato do Mundo entre Portugal e a Argentina. Livramento apanha a bola atrás da sua baliza, finta toda a equipa adversária e marca golo levando o público ao delírio. Emocionado, pede para sair.
Terminada a carreira de jogador, abraçou de imediato a carreira de treinador no Sporting, continuando a ser o melhor: conquistou a Taça das Taças em 1981, o Campeonato Nacional em 1982, a Taça de Portugal e a Taça CERS em 1984. Viajou de seguida outra vez para Itália, onde treinou o Bassano.
Foi considerado Sócio de Mérito do Sporting Clube de Portugal, e em 1983 foi distinguido com o Prémio Stromp na categoria Técnico.
Regressou ao Sporting em 1986 e, dois anos depois, voltou a ser Campeão Nacional. Treinou ainda o Turquel e o FC Porto, onde também foi Campeão Nacional.
Foi também, por vezes em acumulação com os cargos nos clubes, Seleccionador Nacional, levando Portugal a dois títulos Mundiais (1982 e 1993) e três Europeus (1987, 1992 e 1994).
António Livramento faleceu a 7 de Junho de 1999, com 55 anos, vítima de um acidente vascular cerebral. O seu caixão foi coberto por 2 bandeiras, a do Sporting Clube de Portugal e a da Federação Nacional de Patinagem.
A France Express anunciou que "Morreu o Pelé do Hóquei em Patins" o que mereceu o seguinte comentário por parte do Prof. Moniz Pereira: "Não seria antes Pelé o Livramento do Futebol?"
O título póstumo foi condecorado com a medalha da Ordem do Infante D. Henrique.

foto e texto in WikiSporting



«Recordações de António Livramento, algum episódio em especial…
Júlio Rendeiro: A recordação que eu guardo do António é um filme que começa a ser rodado connosco muito jovens, com quinze anos. Lembro-lhe que nessa altura eu vivia no Porto (final da década de 50). Fazer uma viagem do Porto a Lisboa para um pessoa com aquela idade era quase como fazer uma viagem de circum-navegação, era a descoberta do mundo, foi aí que comecei a conviver com o António. Curiosamente lembro-me que a esmagadora maioria das vezes que estivémos nas Selecções – como sabe os quartos são ocupados em pares e desde miúdos que de facto partilhámos o mesmo quarto – e portanto foi uma pessoa, um atleta que eu de facto aprendi a apreciar de todos os pontos de vista. Nunca vi um jogador de hóquei em patins como ele, de um ponto de vista criativo, de um ponto de vista de sentido da equipa, de um ponto de vista de entuasiamo pelo jogo, de um ponto de vista de alegria pelo jogo, enfim, foi de facto o maior de todos no meu ponto de vista. E simultaneamente com estas caracterísiticas únicas como jogador, ele tinha uma enorme alegria, tinha uma forma de conviver em grupo que transformava esse convívio numa autêntica aventura e sempre num filme de boa disposição e de descompressão. Isso é um coisa também que todos nós lhe devemos e em relação à qual também o consideramos perfeitamente insubstituível, cenas vividas com ele, dentro deste domínio, do domínio da alegria de vida, do domínio de olhar para a vida com uma enorme ânsia de a disfrutar, de a viver, são únicas e de tantos acontecimentos que se viveram não tenho nenhum que me apeteça relevar porque de facto era um manancial constante. A sua grande categoria como jogador que o tornou único, junto com a maneira ímpar e alegre como ele olhava para a vida e para as pessoas, transformaram-no de facto em qualquer coisa, para quem viveu e gosta de hóquei em patins, o tornam e o tornaram numa figura absolutamente impagável. É isso que eu penso.»
by JÚLIO RENDEIRO

«O António marcou uma época, mas eu penso mesmo que em relação ao António não havia qualquer tipo de regras que as pessoas pudessem inventar para de facto minimizar toda a grande categoria que o António tinha, eu penso que o António foi um grande jogador no passado e continuaria a ser um grande jogador no futuro fossem quais fossem as regras, eu penso que para o António não havia limites.» Chana

Agradeço ao meu pai todos os jogos que me levou a ver este ENORME HOMEM, eterna saudade. 
Obrigado Mafalda Dias (grande amiga tb amante do hoquéi) por me ajudares nesta homenagem.
Cristina Costa
CC- 07/06/2012

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