Qual a importância do aspecto anímico no momento da equipa?
Lá de fora vão falar positivo, porque estamos a ganhar. Mas isto é apenas o início. Ainda não jogámos com Braga, Benfica ou FC Porto. Faltam os jogos grandes, só jogámos com a Lázio. O Sporting não é clube de ser segundo ou terceiro; temos de ser campeões. Mas estamos ainda no início. Damos mais e mais para mostrar carácter a nós próprios e vamos continuar. Todos esperam os grandes jogos, mas se não ganharmos os jogos pequenos, nunca seremos campeões. Temos de ganhar, e não é fácil contra equipas que defendem muito. Estamos ansiosos por esses jogos grandes.
É visível que a confiança está em alta. Sentem-se imbatíveis?
Não somos imbatíveis; ainda não. Ainda não somos suficientemente bons para isso. A confiança é alta, é difícil jogar contra nós agora. Temos confiança, qualidade, sabemos o que fazer, e tudo funciona bem. Agora somos fortes e um adversário duro de defrontar. E ainda só jogamos juntos há dois meses. Não jogamos juntos há três anos, isto é só o princípio.
A pressão aumenta à medida que o ciclo de vitórias se alarga?
Não, porquê? Se ganhamos, o sentimento é positivo. As expectativas é que podem ser maiores. Mas é o que queremos. Eu não vim para ficar em terceiro; vim para encurtar a diferença para Benfica e FC Porto e tentar ainda mais - ser campeão. Depois de 8 de Janeiro jogaremos com o FC Porto e teremos outros jogos importantes. Aí se verá o quão fortes somos. Não sabemos qual o nosso lugar sem fazer esses jogos. Para o ano saberei; nesta altura, mesmo sendo nós fortes, ainda não sei.
"Pendor ofensivo resulta nos dois sentidos"
O futebol ofensivo da equipa está a voltar a entusiasmar os adeptos...
Sim, claro, os adeptos gostam sempre mais de ver a equipa a atacar, a fazer golos, do que a defender. Mas isso só é possível depois de se conseguir uma boa organização. Claro que tentamos sempre fazer muita pressão sobre os adversários para eles cometerem erros e perderem rapidamente a bola, mas também temos de dar crédito à defesa por apoiar os médios nesse trabalho; nesse bom trabalho.
Os jogadores sentem o público de Alvalade como um 12º jogador, como disse Domingos?
Sim, sentimos. O barulho que fazem é tanto que só um surdo não os conseguiria ouvir. Eu estou sempre muito concentrado e não tenho muita ligação com a audiência, porque acho que isso distrai muito, mas às vezes, quando um jogo já está dois ou três a zero e eles começam a aplaudir, então percebemos isso. E claro, são coisas que trazem boas vibrações. Por outro lado, nós também lhes temos dado bom futebol e bons resultados, por isso tem funcionado nos dois sentidos.
Fonte: O jogo







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