«Acho que vai ser muito dificil, para não dizer prácticamente impossível, aparecer algum investidor para a SAD do Sporting, enquanto se mantiver a premissa de que o Clube tem de ser detentor da maioria do capital da mesma. A conjuntura de crise, já por si torna tudo mais dificil, mas assim parece-me quase uma utopia. Ninguém no seu perfeito juízo, vai querer colocar 100, 150 ou 200 milhões de euros num negócio do qual não tenha o controlo. A SAD não é o Clube e a mim não me faz qualquer confusão, que o controlo da mesma seja detido por um qualquer investidor estrangeiro. Aliás quem coloca dinheiro num qualquer negócio vai querer rentabilizá-lo, e por esse lado é garantia suficiente.
Tenho familia e alguns amigos a viver em Inglaterra, e pelo que me dizem, os sócios do MU, do City ou do Chelsea, para falar sómente dos mais conhecidos, não apresentam qualquer trauma ou sintoma depressivo, pelo facto de os seus clubes serem detidos por investidores não britânicos. Basta olhar na TV os seus estádios cheios a cada fim de semana.
Não se deveria ter deixado chegar as coisas a este ponto (falência técnica) e só agora partir em busca desta solução. É evidente que se vai negociar numa posição fragilizada, sendo que nessas circunstâncias o valor que se vai obter por cada acção da Sociedade irá estar sub valorizado.
Recordo que nas últimas eleições, apenas um dos candidatos que se apresentou a votos, defendeu a abertura da SAD à entrada de capital estrangeiro cedendo a posição maioritária que o Clube possui. Não o defendeu só nessa altura, já o vem defendendo públicamente há vários anos. Esse candidato era o Dr. Eugénio Dias Ferreira e honra lhe seja feita. O tempo veio a dar-lhe razão.»
Texto: Jorge Oliveira
CC. 3/02/2012








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