Thursday, February 2, 2012

Que bom é morrer de amor pelo Sporting e continuar a viver...

festa

Se há paixão que nunca acaba é esta. O Sporting é um mundo, uma diversidade de vida, uma religião e um desejo de glória infinita. O Sporting sou eu, tu, o pasteleiro, o mecânico, o empresário, o estudante, o professor, a enfermeira, a médica, o advogado, etc. O Sporting somos nós. Pessoas que acordam de manhã, trabalham o dia inteiro, estão com a família, alimentam-se e vão dormir. Pessoas perfeitamente normais até que chega ao futebol, andebol, futsal ou outro desporto qualquer. O verde e branco entra-nos na alma, transforma-nos num ser apaixonado e por vezes é um pouco como as drogas. Quanto mais se ''toma'' mais se quer. O vício atinge proporções colossais e ficamos inconscientes. Por vezes discute-se com o amigo ou familiar por coisas insignificantes mas naquele momento tínhamos que defender o nosso amor.

O Sportinguismo tem uma conotação racional e ao mesmo tempo não racional. Não sei se isto é possível, se tem alguma lógica mas é o que sinto. Posso não me expressar da melhor maneira mas quando o sentimento é do tamanho do Universo há palavras e formas exactas para o descrever? Não... Sou racional quando defendo o Sporting, luto por ele ou ponho o cachecol ao pescoço. Não sou racional quando festejo golos do Sporting ou põem em causa o bom nome da instituição. Na verdade nunca tenho noção de como festejo os golos. O golo testa os limites da felicidade e da excitação. É o clímax do jogo, do dia e da semana.

Ser do Sporting é esperar uma semana inteira ansiosamente pelo fim-de-semana para poder ir a Alvalade. Na véspera até vamos dormir mais cedo para termos a sensação que o tempo passa mais rápido. De manhã acordamos com aquele misto de nervosismo e alegria. Chega a hora de entrar para o estádio. Aguardamos... E depois de sermos revistados, entramos. Sentimos a aragem e aquele cheiro tão bom e tão único. Os olhos brilham e o tempo corre rápido até ao inicio do jogo. O jogo termina e saímos de Alvalade. Muita vezes vamos dividir a nossa felicidade ou angustia, dependendo do resultado, com os nossos amigos. Comemos algo por lá e vamos para casa. Começa de novo a contagem decrescente para voltar ao estádio...

Chamam-me doente e outras tantas coisas. Eu orgulho-me disso, mesmo que nos últimos 30 anos tenhamos  ganho apenas três campeonatos nacionais. Nem isso faz com que o amor desapareça. Fico triste, desiludido, angustiado e deprimido mas nunca, nunca, viro as costas ao meu grande amor. O Sporting não é o jogador x, o dirigente y ou o treinador z, o Sporting é como Deus. Um clube apoteótico, uma crença subjectiva para alguns e objectiva para outros. O Sporting é uma palavra ao mesmo tempo que é uma religião.

Para nós o Sporting está em todo o lado. No café, em casa, no supermercado, no trabalho, na escola ou até mesmo numa caixa de lápis de cor quando juntamos o verde com o branco. É algo magnifico que poucos entendem. Podemos não ser o clube com mais sócios, mais adeptos, mais simpatizantes mas com certeza somos um clube diferente. E quem faz do Sporting diferente somos nós... O amor pelo Sporting Clube de Portugal está acima de tudo. Quantos estarão comigo?

Acabo da maneira que comecei... apaixonado. Amo-te SPORTING!

Tiago Quinzereis
2 de Fev de 2012

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